Seymour Paper nasceu a 1 de Março de 1928 na cidade de Pretória, África do Sul, onde também realizou a sua educação. Papert prossegui investigação matemática na Universidade de Cambridge desde 1954 até 1958, tendo trabalhado com Jean Piaget na Universidade de Geneva entre 1958 e 1963. Esta interacção profissional com Piaget levou-o a considerar o uso da matemática para perceber como as crianças aprendem e pensam, visto que Piaget e as suas investigações estavam centradas nas crianças. Ingressou no MIT no princípio da década de 60 onde fundou a Inteligência Artificial juntamente com Marvin Minsky. Riram-se de Seymour Papert quando este introduziu a ideia que crianças pudessem utilizar o computador como forma de aprendizagem e reforço criativo. Enquanto professor no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos) Papert realizou várias investigações nesse sentido e foi efectivamente com Seymour Papert que as crianças tiveram uma oportunidade única de usar o computador para escrever e para fazer gráficos. Trata-se da criação da Linguagem Logo, tendo a Fundação Logo sido criada com o objectivo de informar os demais acerca do Logo e para ajudá-los na sua utilização, isto é, a utilização de softwares baseados em Logo para aprendizagem e ensino.
LOGO é em informática uma linguagem de programação voltada para as crianças, jovens e adultos principalmente, tratando-se de uma importante e bem sucedida ferramenta de apoio ao ensino/aprendizagem. Surgiu em 1967, como já referi criada por Seymour Papert mas também por Wally Feurzeig; tem certas características construtivistas.
A interacção que lhe está atribuída faz com que o resultado seja mostrado imediatamente após o comando, servindo como incentivo. Recorda-me o ensino programado em que o aluno obtém resposta imediata ao que está a fazer, funcionando como reforço. Versões actuais desta ferramente permitem trabalhar não só a nível do desenho e pintura, como as versões mais antigas, mas já incluem trabalho com textos e fórmulas. O Logo representa um robô tartaruga que efectua os comandos que recebe.
Na década de 80 Papert definiu o construtivismo baseado no trabalho de Piaget, Dewey e Maria Montessori. Em 1985 ajudou a fundar o programa Media Artes and Sciences, no MIT. Escreveu “Mindstorms: Children Computers and Powerful Ideas” (1980); “The Children’s Machine: Rethinking School in the Age of the Computer” (1992); “The Connected Family: bridging the digital generation gap” (1996), sem contar com os vários artigos sobre matemática, inteligência artificial, etc..
Se nos anos 60 Seymour Papert foi alvo de risos, actualmente é considerado o maior especialista e o seu trabalho na criação de novas formas de aprender com a utilização de tecnologias é reconhecido por toda a parte.
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